quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Embrulhadas espirituais

Namasté

Confesso que não tenho tido vindo aqui com a regularidade que queria, ou ando a viver a minha própria vida real e as minhas experiencias, na tentativa de ser melhor, ou ando à deriva no meio da preocupação que os meus projectos de futuro me trazem, mas sempre tentando viver no presente. Confesso que quando venho aqui, tenho curiosidade de pesquisar sobre a Paz interior, é um tema que me atrai imenso pela enorme beleza que este estado traz e pela dificuldade de manter. Andamos todos nesta procura, nos internautas do amor e da sede de espiritualidade. Ultimamente este conceito de paz interior está mais vincado em mim, ou dou de caras na internet com uma mensagem de apelo á paz interior, sem nada a ver com o tema, ou vou á biblioteca, e numa das pesquisas que faço para encontrar um livro aconselhado pelo destino, dou de caras com uma mensagem de apelo á paz interior. Confesso que nos últimos tempos me tenho deixado abalar pelos aspectos externos a mim, mas ainda criança neste caminho espiritual, sinto que após um aninho deste novo caminho sou outro (Fez um ano em Setembro). Gosto mais de mim, sinto que sobretudo sou mais equilibrado nas minhas decisões, nos meus desejos. Embora sabendo que por muitas vezes ainda cedo aos impulsos, já consigo discernir quando são impulsos da teimosia ou do ego, ou quando são os meus limites. Sei que o caminho é Longo, mas tenho gostado mais de mim e da pessoa que sou hoje em dia.
Hoje ao passear um pouco na NET, uma das mais recentes formas de relaxar, deparei com esta mensagem, que penso ser uma dádiva do destino para me recordar do que por vezes me esqueço, e devia ser lei para mim.

"Cada um deve achar a paz dentro de si. E para a paz ser real ela deve ser isenta de circunstâncias externas."
- Mahatma Gandhi

Confesso que esta frase ainda me confunde, porque como é possível sermos completamente alheios ao que se passa no exterior, não vivemos nós num mundo em que sociabilizamos e estamos sujeites inerentemente ao que os outros fazem? Até que ponto poderemos permitir que um qualquer ser nos faça o que bem entende sem impormos limites? Se impomos limites, então isso não é estar influenciado por aspectos exteriores a nós?

Não andamos nós todos aqui a ser instrumentos de deus para que os outros e nós claros possam relembrar quem são?

Confesso que ando muitas das vezes a minha espiritualidade ainda jovem, se confunde nestas encruzilhadas de perguntas, quando me apercebo, nem sei onde já onde me comecei a perguntar…

Só para concluir, não quero com isto dizer que não admiro Ghandi, não sou insolente a esse ponto, mas assim como as vezes faço as minhas próprias frases, penso que Ghandi também fazia as dele. Gostaria de falar com ele, e saber o que ele entende por circunstâncias externas.


Namasté


quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Devaneios

Escrevi isto algures em tempos da minha vida, hoje de repente, encontrei este texto.

Fogem-me as palavras para um silêncio moribundo numa estância de paz, sente-se o paladar de um abismo fechado onde não quero espreitar, sentar sob a doce ternura para num instante me esfaquear.
Viajo nestas palavras...sentidos nestas margens ignorantes mas letantes. Acho que encontrei mais um pouco do caminho a seguir, ideias a emergir... o que conta não é a estática, a insegurança de pensamentos atrofiados ou aflitos, o que conta...é a acção imediata nas decisões, pensamentos ponderados ou teimosias. Conta também o que aprendemos com um pouco destas decisões para o futuro. Perde-se a não falar, a não contar aquilo que passa na alma, a terrível flutuação a que todos os dias estamos sujeitos, encarando a vida com determinação, o objectivo principal passa pela emancipação, o reconhecer que se tem de ter uma visão pessoal das coisas e debater o assunto...devemos ser o escrevemos, o que pensamos para todos e para ninguém...




segunda-feira, 26 de outubro de 2009

mais do que falar, por vezes ler

a mais cara das jóias

A mais cara das jóias

Sentado atrás do balcão da sua loja, o velho Peter sentia-se seguro como um castelão sobre as muralhas da sua praça fortificada. Décadas de investimentos, contas rígidas e muito tino comercial tinham edificado aquela espécie de pequena fortaleza económica. A inscrição gravada em letras douradas na grossa placa de madeira que encimava o seu estabelecimento bem simbolizava tudo isso: Loja de Penhores Peter Argern.

Em todos os seus negócios observava uma série de regras estritas, fruto da experiência adquirida a duras penas. E a primeira era esta, que ele fazia questão de repetir ao longo do dia: “Nunca confie em ninguém”. E repetia, por três vezes, a primeira palavra dessa sua frase preferida: “Nunca, nun-ca, nun-ca”.

Os mais velhos da cidade contavam que Peter passara por situações difíceis, não só quando menino, mas também quando adulto, no mundo dos negócios. Desde então, votara a uma desconfiança mortal toda a humanidade. Abandonara completamente a religião, pois considerava uma tolice tudo quanto falavam os padres a respeito de perdão e misericórdia. Era a última pessoa de quem se poderia esperar um acto de compaixão, ou sequer de compreensão.

Assim, o seu sentido de desconfiança tornou-se mais intenso quando, certa manhã, uma menina entrou na loja, ficou longo tempo parada com o nariz colado numa montra, com os olhos fixos num dos objectos ali expostos, tendo depois saído sem dizer palavra. Era justamente o mostruário das jóias, o mais estimado pelo velho Peter. E o objecto pelo qual a menina demonstrara tanto interesse era um precioso colar de safiras azuis, que há anos repousava ali, sobre veludo negro.

Na manhã seguinte repetiu-se a mesma cena. Mais desconfiado ainda, o experimentado comerciante perguntava-se: teria algum ladrão enviado aquela criança para obter informações sobre os valores existentes na loja? Precavido, mandou um dos seus empregados mais espertos seguir discretamente a menina, quando ela se retirou. Antes do almoço, o rapaz regressou com algumas informações: ela era órfã e morava numa pobre casa a vários quarteirões dali, com a irmã mais velha, que tinha cerca de 25 anos, e outra irmã muito doente, esta com menos de 5 anos; não tinha ligação com nenhuma pessoa suspeita.

Como explicar, então, o seu interesse pelo precioso colar? Talvez não passasse de um simples encanto infantil. Peter torceu o nariz, resmungou algo e, encolhendo os ombros, mandou o rapaz retomar o seu trabalho, enquanto ele fazia o mesmo, detrás do seu querido balcão. No dia seguinte, lá estava de novo a menina... Com certa surpresa do velho Peter, ela não se dirigiu para a montra do colar, mas caminhou direita ao seu balcão. Pôde então observá-la mais de perto.

Era magra e tinha, no máximo, sete anos. Trajava um vestido muito pobre, mas irrepreensivelmente limpo. Os seus cabelos loiros estavam atados por um laço que quase se desfazia, de tão gasto; no entanto, poucas vezes vira um laço feito com tanto esmero. Os seus dois olhos azuis e brilhantes destacavam-se no rosto pálido e inocente.

Sem desviar o olhar da menina, e contrariando os seus princípios, Peter Argern perguntava-se como pudera desconfiar de uma criatura tão frágil e cândida, quando ela o despertou das suas cogitações.

— Por favor, senhor, eu queria comprar aquele colar bonito.

— O quêêê? Comprar? E... quanto dinheiro tens?

Como resposta, ela tirou do bolso um velho lenço todo amarrado e começou a desfazer os nós. Abriu-o e colocou o conteúdo sobre o balcão. Era apenas um punhado de moedas de pouco valor. Mas ela, orgulhosa, perguntou:

— Isto dá, não dá? Consegui todo este dinheiro a tirar neve do passeio dos vizinhos. Olhe, eu quero dar este colar de presente à minha irmã mais velha. Desde quando o papá se foi e a mamã morreu, ela cuida muito de mim e da minha irmã, e não tem tempo para si mesma. Hoje é o seu aniversário, e o senhor sabe, ela nunca recebe nada. Às vezes ouço-a a chorar de noite, no quarto. Ela vai ficar muito feliz com este colar, que é da cor dos olhos dela!

A sinceridade luzia no rosto da pobre menina. Esse gesto de inocente gratidão abalou todas as convicções mesquinhas acumuladas pelo velho Peter ao longo da sua vida egoísta. Lembrou-se da sua própria infância e das pessoas que o haviam protegido na aurora da sua existência. Com os lábios a tremer, foi buscar o colar.

Sob o olhar transbordante de alegria da criança, ele acomodou-o delicadamente num estojo de veludo, embrulhou-o num vistoso papel de presente e arrematou o conjunto com um belo laço de cetim azul. Recebeu o “pagamento” daquelas pequenas mãos e, com um afago, despediu-se da sua singular compradora.

Antes do fim da tarde, uma jovem aflita entrou, com passos rápidos, na loja de penhores. O mesmo estilo de vestido pobre e os grandes olhos azuis não deixavam a menor dúvida de que se tratava da mencionada irmã mais velha. Com um gesto firme, ela colocou o estojo de veludo sobre o balcão e abriu-o, fazendo reluzir a maravilhosa jóia de safiras azuis.

— Este colar é da sua loja?

— Sim — respondeu o comerciante.

Com a voz carregada de angústia, ela inquiriu:

— Diga-me com sinceridade, a minha irmã roubou-o daqui?

— De modo algum! A sua irmã comprou-o honestamente, hoje de manhã.

— Mas como?! A pobre não tinha mais que umas poucas moedas! Mesmo se vendêssemos dez vezes tudo quanto temos, nem de longe poderíamos comprar uma só destas safiras!

Com um gesto delicado, o velho Peter devolveu-lhe o estojo, e disse:

— Ah! a menina está enganada... A sua pequena irmã pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar.

E, acentuando três vezes a palavra “tudo”, explicou:

— Ela deu tudo, tudo, tudo o que tinha, só para a ver feliz.

Na manhã seguinte, para surpresa do pároco, o velho Peter apresentou-se bem cedo na igreja. Queria fazer uma boa confissão, disposto a reparar toda uma vida de egoísmo e insensibilidade para com o próximo.

E as irmãs órfãs nunca mais sofreram privações, pois desse dia em diante passaram a contar com um rico e generoso protector...

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Texto Budista

namasté

Não posso deixar de partilhar um texto budista que me chegou ás mãos. Tenho andado com particular interesse no budismo. Sempre me atraiu a filosofia pela paz que todos os seus discipulos emanam no seu olhar na sua vida. é especial esta filosofia. O catolicismo é dado como a luz da páz, mas quando vamos descobrir está crregado nos seus meandros de hipocrisia e falta de verdade. Tenho me afastado cada vez mais das crenças religiosas cristãs, continuo a seguir a Biblia, mesmo sabendo pouco, as tertulias da terça, que já mencionei aqui num dos meus textos, tem me ensinado cada vez mais.
Já andei a pesquisar sobre esta fiolosofia, mas depois existem outros caminhos que nos seduzem mais e seguimos por aí, todos eles são validos para sabermos depois qual escolher no momento certo. Cada vez mais estes textos me tem vindo parar ás mãos e ao olhar para eles, e ler um pouco, me deixam a sentir que o meu caminho cada vez é mais por aqui, pelo menos a vontade de querer experimentar e continuar a seguir os textos não desaparece. Antes de experimentar quero chegar com o caminho que estou a percorrer neste momento, não quero ficar a meio deste, para seguir por outro, temo estar a pesnar como seria se tivesse continuado até ao fim neste. Não tenho, nem nunca tive problemas em chegar ao fim e perceber que me enganei no caminho e ter d evoltar para tras, afinal isso acontece-nos tantas vezes na vida quando andamos de carro e não sabemos o caminho, andamos á deriva e muitas vezes chegamos a becos sem saida que nos fazem voltar para tras.
deixco-vos á reflexão.

namasté

Com a compreensão “Esta é a Nobre Verdade sobre
Dhammacakkappavattana Sutta:
dukkha”, ó bhikkhus, nas coisas que antes não tinham
A Roda da Lei
sido entendidas, surgiram em mim a visão, o
conhecimento, a sabedoria, a ciência e a luz.
(Primeiro Discurso do Buda)
versão portuguesa a partir da tradução de Walpola Rahula
Com a compreensão “Esta Nobre Verdade sobre dukkha
www.uniaobudista.pt
deve ser compreendida”... “Esta Nobre Verdade sobre
dukkha foi compreendida”, ó bhikkhus, nas coisas que
“Assim escutei eu.
antes não tinham sido entendidas, surgiram em mim a
visão, o conhecimento, a sabedoria, a ciência e a luz.
O Bem-Aventurado, encontrando-se no Parque das
Gazelas, em Isipatana, perto de Benares, dirigiu-se assim
Com a compreensão “Esta é a Nobre Verdade sobre a
aos cinco bhikkhus (monges):
causa de dukkha”... “Esta Nobre Verdade sobre a causa
de dukkha deve ser destruída”... “Esta Nobre Verdade
Existem dois extremos, ó bhikkhus, que devem ser
sobre a causa de dukkha foi destruída”, ó bhikkhus, nas
evitados por um monge. Quais são eles? Apegar-se aos
coisas que antes não tinham sido entendidas, surgiram
prazeres dos sentidos, o que é baixo, vulgar, terrestre,
em mim a visão, o conhecimento, a sabedoria, a ciência
ignóbil e gera más consequências, e entregar-se às
e a luz.
mortificações, o que é penível, ignóbil e gera más
consequências. Evitando estes dois extremos, ó bhikkhus,
Com a compreensão “Esta é a Nobre Verdade sobre a
o Tathagata descobriu o Caminho do Meio que dá a visão,
cessação de dukkha”... “Esta Nobre Verdade sobre a
o conhecimento, que conduz à paz, à sabedoria, ao
cessação de dukkha deve ser compreendida”... “Esta
despertar e ao Nibbana.
Nobre Verdade sobre a cessação de dukkha foi
compreendida”, ó bhikkhus, nas coisas que antes não
E qual é, ó bhikkhus, este Caminho do Meio que o
tinham sido entendidas, surgiram em mim a visão, o
Tathagata descobriu e que dá a visão, o conhecimento e
conhecimento, a sabedoria, a ciência e a luz.
conduz à paz, à sabedoria, ao despertar e ao Nibbana? É a
Nobre Senda Óctupla, a saber: a visão justa, o
Com a compreensão “Esta é a Nobre Verdade sobre o
pensamento justo, a palavra justa, a acção justa, o meio
Caminho que conduz à cessação de dukkha”... “Esta
de existência justo, o esforço justo, a atenção justa, a
Nobre Verdade sobre o Caminho que conduz à cessação
concentração justa.
de dukkha deve ser desenvolvida e praticada”... “Esta
Nobre Verdade sobre o Caminho que conduz à cessação
Este, ó bhikkhus, é o Caminho do Meio que o Tathagata
de dukkha foi desenvolvida e praticada”, ó bhikkhus, nas
descobriu, que dá a visão, o conhecimento, que conduz à
coisas que antes não tinham sido entendidas, surgiram
paz, à sabedoria, ao despertar e ao Nibbana.
em mim a visão, o conhecimento, a sabedoria, a ciência
Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre dukkha. O
e a luz.
nascimento é dukkha, a velhice é dukkha, a doença é
Ó bhikkhus, enquanto este conhecimento real das
dukkha, a morte é dukkha, estar unido ao que não se ama
Quatro Nobres Verdades, sob os seus três aspectos e nas
é dukkha, estar separado do que se ama é dukkha, não ter
suas doze modalidades, não estava suficientemente
o que se deseja é dukkha. Em resumo, os cinco agregados
claro em mim, eu não proclamei a este mundo com os
de apego são dukkha.
seus deuses, Mara e Brahma, as suas turbas de ascetas e
Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a causa de dukkha.
brâmanes, os seus seres celestes e humanos, que tinha
É esta “sede” (desejo, tanha) que produz a re-existência e
obtido o conhecimento incomparável e supremo. Mas,
o re-devir, que está ligada a uma avidez apaixonada e que
bhikkhus, quando este conhecimento real das Quatro
encontra uma nova fruição ora aqui, ora ali; isto é, a sede
Nobres Verdades, sob os seus três aspectos e nas suas
dos prazeres dos sentidos, a sede da existência e do devir
doze modalidades, se tornou perfeitamente claro para
e a sede da não-existência (auto-aniquilação).
mim, somente então proclamei a este mundo com os
seus deuses, Mara e Brahma, as suas turbas de ascetas e
Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a cessação de
brâmanes, os seus seres celestes e humanos, que tinha
dukkha. É a cessação completa desta “sede”, o abandoná-
obtido o conhecimento incomparável e supremo.
la, o renunciar a ela, o libertar-se dela, o desapegar-se
E o conhecimento profundo surgiu em mim: inabalável é
a libertação da minha mente, este é o meu último
Eis, ó bhikkhus, a Nobre Verdade sobre a Senda que
nascimento e agora não haverá mais outra existência.
conduz à cessação de dukkha. É a Nobre Senda Óctupla, a
saber: a visão justa, o pensamento justo, a palavra justa, a
Assim falou o Bem-Aventurado e os cinco bhikkhus,
acção justa, o meio de existência justo, o esforço justo, a
contentes, louvaram as suas palavras.”
atenção justa, a concentração justa.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Flor Magica

A flor mágica

Era uma vez duas irmãs. Uma muito bonita e a outra muito feia.

Certo dia em que passeavam pelo bosque à procura de frutos silvestres, ouviram alguém chamar e gemer. Era o anão Malaquias. Tinha ficado preso num silvado e não conseguia soltar-se. A irmã bonita começou a rir. A feia cortou os espinhos e pousou o anão são e salvo no chão.

— Como forma de te agradecer, vou ensinar-te o caminho para a flor mágica — disse o anão. — Quem a levar ao rei, tornar-se-á rainha. Segue o ribeiro até à nascente. É aí, entre as pedras, que nasce a flor mágica.

Dito isto, desapareceu.

— Sou eu quem vai buscar a flor. Tu és demasiado feia para ser rainha — disse a irmã bonita à irmã feia.

E partiu imediatamente. Quando andara já um bom pedaço, encontrou um sacho no meio do caminho.

— Leva-me contigo — pediu o sacho.

— Não. Estás muito sujo — disse a rapariga, e prosseguiu.

Mais à frente, encontrou um regador no meio do caminho.

— Leva-me contigo — pediu o regador.

— Não. És muito pesado — disse ela, prosseguindo.

Mais à frente, encontrou uma corda no caminho.

— Leva-me contigo — pediu a corda.

— Não. Não serves para nada — respondeu a rapariga, seguindo caminho.

Quando o sol estava no seu ponto mais alto, chegou finalmente à nascente. Só que a nascente estava a secar, a terra, ressequida e a flor, murcha.

— O anão mentiu — disse a rapariga e, furiosa, regressou a correr pelo mesmo caminho.

— Vai agora tu — disse ela à irmã, no dia seguinte, contente por saber que ela iria fazer o longo caminho em vão.

A irmã feia fez-se, então, ao caminho. Quando já tinha andado um bom bocado, encontrou um sacho.

— Leva-me contigo — pediu o sacho.

— Com todo o gosto — disse a rapariga. — Se calhar, ainda vou precisar de ti.

E, com o sacho ao ombro, continuou. Mais adiante, encontrou um regador.

— Leva-me contigo — pediu o regador.

— Com todo o gosto — disse a rapariga. — Se calhar, ainda vou precisar de ti.

De sacho ao ombro e regador na mão, a rapariga continuou. Um pouco mais à frente, encontrou uma corda caída no caminho.

— Leva-me contigo — pediu a corda.

— Com todo o gosto — disse a rapariga. — Se calhar, ainda vou precisar de ti.

E lá continuou, com o sacho ao ombro, o regador numa mão, e a corda na outra.

Quando o sol tinha atingido o seu ponto mais alto, chegou à nascente, mas a fonte estava a secar, a terra ressequida e a flor mágica, murcha.

A rapariga pegou no sacho e escavou a terra. Com o regador, regou a flor. Por último, pegou na corda e com ela endireitou a flor. A flor começou então a reviver. A água subiu pelo caule até às folhas, o botão endireitou-se em direcção à luz e abriu-se. A rapariga observava, espantada.

Olhava para a flor e nem se deu conta de que, a pouco e pouco, ela própria estava a tornar-se tão bonita quanto a flor. Cortou-a e levou-a ao rei. O rei ficou muito contente ao ver a bonita rapariga com a flor e, tal como tinha prometido, fez dela rainha.

A irmã bonita, essa foi ficando cada dia mais feia com a inveja.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Amor e sabedoria


namasté
"Una o amor e a sabedoria.
O amor sem a sabedoria não tem direcção, e a sabedoria sem o amor é fria.

Havia dois homens, num deserto, incumbidos de fazer chegar peregrinos a um oásis. Um deles, com sabedoria, desprovido de amor, mostra aos viajantes a direcção certa, sem porém supri-los de recursos, e eles perecem no caminho. O outro, com amor, mas sem sabedoria, dá-lhes os suprimentos, sem assinalar-lhes o caminho correcto, e eles também se perdem nas areias ardentes.
Com amor e sabedoria você acerta em tudo o que faz.
Quanto mais amor e sabedoria, mais felicidade."

namasté

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Bom dia

namasté

Hoje o meu bom dia, vai para uma frase que encontrei e que acho d euma extraordinária sabedoria.
Queria partilhar com vocês esta frase que me deixa cheio de emoções por dentro porque fala em dois amores da viagem pelo meu caminho. Jesus e o auto conhecimento.

Disse Jesus, "Se os teus líderes te disserem, 'o Reino é no céu', então os pássaros chegarão antes de ti. Se te disserem, 'é no mar', então os peixes chegarão antes de ti. Mas o Reino está dentro de ti. E está fora de ti. Quando te conheceres, serás conhecido. E compreenderás que és tu o filho do pai vivo. Mas se não te conheceres, então estás na pobreza, e a pobreza és tu."

- Evangelho de Tomé, 2 e 3

namasté

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

namasté

Hoje o meu bom dia, vai para um video muito especial que recebi, onde as emoções são mais fortes que as vitorias ou as derrotas da vida. São as emoções que queremos que queremos sentir e que queremos viver que dizem quem somos.

namasté
video

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Mudança Interior é não estar morto

namastê

A mudança de consciências é urgente no mundo. Cada vez mais as forças negativas estão a desequilibrar o planeta. Essas forças negativas somos cada um de nós que com o nosso poder de fazer o mal, abalamos o planeta no seu todo. Uma guerra entre irmãos, onde impera o ódio, a violência, a dor, pode afectar uma outra parte do planeta completamente distinta, fazendo com que ele seja abalado, através de um desequilíbrio energético.
é urgente aprender a perdoar os outros, é urgente aprender o caminho da tolerância, e saber e explicar aos irmãos que no rumo em que o planeta está o novo tempo se avizinha. É muito difícil, sim é verdade, fazem-nos algo e termos de perdoar, mas o caminho passa por aí. Não adianta dizermos que somos espirituais, e que estamos num caminho de luz, se não tratarmos interiormente o nosso coração primeiro. é importante saber definir prioridades, e a prioridade é praticar o bem em primeiro lugar.
Estas situações que passamos de dificuldade, devemos agradecer ao universo porque nos vai tornar mais fortes, mas o nosso primeiro impacto e querermo-nos vingar do irmão.
Hoje magoaram-me a serio, e num período sensível, devido ao desequilíbrio energético que se passou no planeta nestes dias, ontem, hoje, e amanhã. Falava eu de hoje me terem magoado, com uma atitude que fere os meus valores. Vou me vingar desse irmão e fazer igual? Mas para quê? Para andarmos num ciclo de dor? Decidi tranquilamente ficar no meu canto, dizer o que penso da atitude da pessoa, para que ela possa melhorar no futuro, e quiser com outras pessoas e comigo próprio.
Quero acreditar que podem mudar, mas é sempre diferente quando alguém vai mexer no nosso coração, já não vemos a pessoa com aquele encanto que tinha antes, aquela beleza que nos deixava a ternura de querer estar novamente com ela, mas temos de perdoar.
Ando num dilema agora a tentar aprender mais, que é se não esquecemos, implica que tenhamos perdoado?

Nota: Estes dias de desequilíbrios são marcados por inúmeros acontecimentos que levam a mal entendidos no nosso pensamento que podem levar a que a desconfiança e o medo se instalem no nosso interior. Na realidade nada muda, o que muda é apenas o nosso interior por causa do abalo que sofremos, mas na nossa realidade e no quotidiano, nada muda.

namastê

Valores

Namasté

As situações que surgem na nossa vida servem para que nos possamos experienciar e conhecer melhor. Podermos conhecer os nosso limites, os nosso gostos os nosso valores, e com isso podermos saber o que podemos melhorar dentro de cada um de nós.
Em duas situações distintas nestes últimos tempos, que se passaram na minha vida, numa delas senti que os meus valores foram postos em causa, noutra é o normal de um dia menos bom de alguém, que devido a algumas circunstancias que acumulam ódio e raiva no coração faz com que por vezes digam coisas que não gostariam de dizer. Estas acho normal, e ultrapasso facilmente, até considero banais. Apesar de tentar não fazer isso, consigo entender quem as faz porque num momento anterior á descoberta do meu caminho também eu o fazia. A partir do momento em que entre o no meu caminho de Luz, deixei de o fazer, passei a irradicar d dentro de mim os dias de desequilíbrio, e quando os sinto,já sei como reagir a eles.
As situações que colocam os nossos valores em questão são para respeitar. Eu dou toda a liberdade do mundo aos irmãos para experienciarem quem são comigo, sei que com isso também me poderei conhecer mais em todos os momentos, mas no momento em que sinto que ultrapassam aquilo que são os meus valores, aí tenho de agir, e agir significa dizer o que sinto e o que me magoou ao outro. Tentar mostrar-lhe que não deve fazer novamente. Antes de atingirmos o nosso limite para expulsar a a pessoa da nossa vida devemos dizer-lhe o que nos magoou. Para lhe conceder uma nova oportunidade de mostrar que foi sem intenção que ultrapassou aquele valor.

namasté

Origens: BEM vs MAL

Namasté

Deus é amor, e criou o universo em sete dias. Num desses dias criou os anjos para o auxiliarem nas suas tarefas. Deus crious os anjos com livre arbitreo para que pudessem escolher o que retendem fazer. Lucifer, foi um dos anjos mais importantes de deus porque era o portador da Luz.
Luz significa sabedoria.

Lúcifer pode também ser chamado de estrela da manhã

Lúcifer, invejoso do poder de Deus, desafiou-o para tomar o seu lugar. O arcanjo Miguel veio em defesa de Deus e daqui se gerou uma guerra nos céus, de que levaria a que Lúcifer e os anjos que o apoiaram viessem para a terra como castigo viver entre os mortais.
Lúcifer e os anjos espalham portanto entre nós, mortais, a tentação para que possamos escolher ser uma força do mal, magoando os outros, sendo egoístas, mentirosos e invejosos, criando assim uma corrente de dor entres os seres que habitam o mundo.
Deus impele-nos a ser uma força ao serviço da alma, fazendo da aceitação e do amor as suas principais caracteristicas. Tolerando, sendo pacientes e tratando os seres com amor, podemos fazer com que o mundo seja melhor.

namasté

Parabola do monge e do Lama

Era uma vez um monge que achava que era bastante sábio, mas queria saber mais. Um dia foi para o Tibete para um mosteiro, e disse ao lama que queria aprender mais, que já sabia muito, mas que queria aprender bem mais. O lama disse-lhe tudo bem monge, mas para aprenderes mais terás que varrer o mosteiro durante um ano. O monge contente por ir aprender mais, durante um ano varreu o mosteiro, cantarolava, fazia as suas orações, e era feliz.
Passado um ano, uma vez que ninguém vinha ter com ele, o Monge chegou ao pé do lama, e disse-lhe.
Lama, eu já estou aqui á um ano quando é que sei o que aprendi a mais?
O lama vira-se para ele, e diz-lhe monge, para aprenderes mais terás que estar mais u mano a varrer o mosteiro.
O monge pensa um pouco, e diz, bem mais um ano… pode ser, quero tanto aprender mais que faço esse sacrifício.
Passadas três semanas depois desta conversa, a varrer, cantarolar e a fazer orações, o monge começa a reflectir, e entende que afinal não vai aprender nada, e decide ir se embora. Não diz nada a ninguém e parte…
Quando chega á vila onde estava instalado o mosteiro, anda por lá dois dias a ver se aprende alguma coisa…

As pessoas são tristes e carrancudas e o monge percebe isto e fica pensativo.
Como não chegava a nenhuma conclusão, decide perguntar a um habitante da vila,
Meu amigo, deviam ser felizes, porque razão andam tristes?
O habitante diz-lhe, é que há dois dias que deixámos de ouvir um cantar lindíssimo, e orações que nos enchiam o coração, perdemos isso, e com isso a nossa felicidade.
O monge aprendeu a lição e voltou ao mosteiro.
Podemos fazer os outros felizes em algo, e se pudermos porque não o fazermos se tivermos prazer nisso…

Dez mandamentos do universo



1 – O segredo não está em descobrir-te a ti mesmo, mas descobrir quem queres ser.
2 – Nada acontece por acaso, tudo tem uma razão para acontecer.
3 – Não existem problemas, existem desafios que tens de vencer e com isso fazer um aprendizado de como podes ser melhor. O universo coloca-nos circunstancias para nos experimentarmos a nos próprios para nos podermos conhecer mais um pouco. E saber até que ponto evoluímos no nosso caminho.
4 – Em cada situação, mesmo que triste, oculta-se algo de positivo, por isso temos de pensar no positivo daquela situação.
5 – Para seres alguém que queres ser, tens de fazer demonstrar isso, senão não és mais do que um ideia do que és.
6 – Não julgues os outros. Aproveita para aprender com eles.
7 – Enquanto defenderes a ideia de que existe algo, ou alguém a fazê-lo por ti, retiras a ti mesmo o poder de fazer tu as coisas. É muito mais fácil, poderes mudar aquilo que tu estas a fazer que aquilo que uma outra pessoa faz.
8 – não exigas dos outros, algo que tu já aprendeste. Deixa-os seguir o seu caminho. E que a vida de cada um os possa ensinar (todos eles estão a remembrar quem são através das suas experiências).
9 – Não existem más escolhas, existem opções que tomamos para que possamos aprender.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Emoções a dançar

Poemas do meu caminho - III



" Passado que me vens à Memória

uma vitória sem historia
coloca em mim
algo que o vento não voa
um grito que não soa!
Águia da Imaginação
ou simplesmente divagação?
sê...
infinito como céu
sê...
livre como um pássaro
e veste o véu
de uma arte sem glória...
Passado sem memória,
que pernoita nos nossos vicios
inconstantes, fatais
deste caos social, que mais !!!

Lobo Branco

Bom dia mundo, universo alegria, amor

Poemas do meu caminho - II



"Lua perdida
num mundo sem igual
fantasmas absorvidos
nesta decadência social

Corro e não ando
caminho e não chego
nestas estradas tão cruzadas
de destinos tão diferentes.

Uma ideia errada,
uma palavra mortal
nesta viagem consumada
até ao caos total.

Tristezas frustradas
de sentimentos magoados
raivas na procura furiosa
destes abismos marginalizados.

Tribos incultas
em cerebros adultos
que roubam a sua criança
para não ser nada.

Mares de sentimentos
num vazio constante
num olhar distante... "


Lobo Branco